Ando bem ausente...estou a concluir um ótimo curso on-line sobre Empreendorismo, ministrado pelo SEBRAE. Por isso, não estou postando há algum tempo...
Daqui há alguns dias, voltarei a contar as aventuras da família em busca do projeto da nossa casa...
Abraços!
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Antes do projeto, a Caixa.
Como vamos financiar a construção e o terreno pela Caixa, fomos atrás de orientação sobre como funciona, documentação, o que fazer. Fui até uma agência, e lá obtive - da responsável pela habitação - a informação de que o banco não estava aceitando o encaminhamento da papelada pelo próprio financiado, somente através dos chamados CCA (Correspondentes Caixa Aqui), que são um "braço" da Caixa para vários tipos de operações (até onde sei, as lotéricas são correspondentes também). Então fui atrás dos tais CCA, e descobri que todos os da minha cidade são imobiliárias, e não encaminham processos de financiamento de bens que não tenham sido adquiridos com as próprias, e nós compramos o lote de uma não credenciada. Tentamos na cidade vizinha, e a história se repetiu, a não ser pelo fato de haver uma correspondente "autônoma", desvinculada a qualquer imobiliária. Agendamos um horário e fui conversar com a tal. Ela me explicou que, devido ao grande fluxo de processos nas agências, os financiamentos deveriam ser intermediados pelos CCAs, pois estes entregam tudo pronto para a Caixa, facilitando o processo de avaliação e aprovação (ou não) dos mesmos. Nisso, ela foi coletando meu CPF e o da Angela, fizemos simulações, orientou-me como proceder, enfim, conversamos muito. Ao final, definimos que usaríamos o FGTS como entrada, ela me falou que a tão falada "entrevista da Caixa" já foi feita naquela hora, nosso crédito estava aprovado (leia-se CPFs limpos), era só reunir a documentação solicitada (cópias de CPF e RG dos dois, comprovante de endereço atualizado, extratos bancários dos últimos 06 meses, últimos 06 contra-cheques de ambos, certidões atualizadas de nascimento e de união estável - já que não somos casados no civil, declaração do Empregador - solicitada quando o FGTS entra na negociação, mais algumas Guias de pesquisa do comprador e vendedor, além de outros documentos), encaminhar o projeto e entregar tudo à ela. E sabem do melhor? a Caixa paga uma comissão sobre o financiamento para o CCA, sendo assim, não é cobrado nada para ser feita essa intermediação! Legal, não? Nessa hora realmente não houve custos, mas a coisa não é bem assim...Foi solicitado por ela o valor da "pesquisa" que é cobrada pela Caixa (R$ 60,00) e um valor mínimo para depósito na conta corrente a ser criada. Tudo parecia uma maravilha naquele dia: tudo muito fácil, construiríamos sem custar praticamente nada, o sonho se realizando da maneira mais doce possível. O tempo nos mostrou que o caminho da realização é um pouco mais doloroso do que parece. Como diria o gaúcho Anonymus Gourmet: Voltaremos!
O terreno ideal.
As características do terreno ideal, na visão dos assalariados aqui, eram: um lugar bacana, em um loteamento planejado para moradias, evitando muito comércio e muito movimento nas ruas, a fim de os caseiros curtirem um bom descanso no seu lar; um terreno relativamente plano, evitando maiores gastos com aplainagem para a construção e, falando em gastos, tudo isso num preço bom (para nós). Ah, antes que eu me esqueça: são dois os únicos loteamentos que estão vendendo terrenos nesta cidade (até onde sei). O cara do plantão começou a mostrar os terrenos que sua imobiliária disponibilizara, e na sua maioria - tipo, 101% dos terrenos - o quesito "preço bom" não constava no hall de opções dele, e como queríamos algo naquele loteamento (que vou chamar de Loteamento A), alteramos o conceito de preço bom para "menos salgado". Depois de rodar algum tempo, nos interessamos em um. Nisso, o cara do plantão"anotou o pedido" e ficou de confirmar no dia seguinte a disponibilidade do terreno, já que várias imobiliárias ofereciam o mesmo lote. Ligou. E o papo não foi agradável. Já estava vendido por outra imobiliária, e não haviam tirado a placa de "vende-se" ainda. Então fomos à procura de outro, e outro, e outro...Aconteceu umas 3 vezes. Vendo que no Loteamento A não estávamos encontrando nada liberado para a venda que nos agradava, o cara do plantão sugeriu darmos uma olhada no Loteamento B, que era praticamente ao lado. Meio contrariados - afinal, estávamos depositando uma certa esperança no Lot. A - concordamos em olhar. A Angela agendou um dia e eles foram ver o que estava disponível naquela região. E, de cara, encontraram dois terrenos que se enquadravam naquilo que procurávamos, sendo um em frente ao outro, um de esquina, e havendo uma diferença ínfima de preços. Assim como das outras vezes, ele faria a verificação real de disponibilidade e nos comunicaria. No mesmo dia, fomos Angela e eu até o local e opinar sobre os lotes. Pelos fatores esquina e planagem, optamos pelo terreno da esquina (dãã, se um dos fatores era a esquina), e no mesmo dia ele retornou dizendo que ambos estavam disponíveis. Reservamos. Bingo! Encontramos o terreno ideal! Alguns dias depois, nos encontramos da imobiliária para os acertos finais - assinatura nos contratos e pagamento do sinal, para reservar o terreno e não permitir que fosse vendido por outra corretora. Tudo certo com o terreno, fomos à procura do projeto. Enquanto o próximo post não chega, confiram algumas fotos do terreno. See ya!

À procura da morada perfeita.
Inicialmente, a idéia era alugar uma casa maior, mas nem chegamos a procurar muito. Decidimos dar uma espiadinha (até parece o Pedro Bial) nessas casas germinadas que estão na moda agora, várias construtoras estão fazendo esse tipo de moradia. Aqui em Campo Bom/RS, o marketing forte está em dois loteamentos oferecendo essas casas e, por curiosidade, visitamos o plantão de vendas para ver "qual era a bagaça". Fomos muito bem atendidos pelo cara do plantão. Ele nos explicou como eram as casas, como funcionava o financiamento (no caso, pela Caixa), sobre o subsídio do Governo Federal (que, todos hão de convir, foi um dos (poucos) pontos positivos do nosso querido presidente Lula), entre outros ítens. Ele fez a simulação, entrada e prestações ficaram acessíveis, então ele nos levou atéo local onde seria o tal loteamento, onde duas casas-modelo estavam em fase final de construção - uma com dois e outra com três dormitórios. Como diria o coelho da Kinder no comercial de páscoa: Que decepção! Nem tanto pelo fato de as casas serem pequenas - afinal, são casas populares - mas a divisão dos cômodos era totalmente desproporcional, principalmente dos quartos principais de cada casa. Imaginem que, no quarto maior da casa de três dormitórios, não caberiam uma cama de casal e um roupeiro básico...Os valores eram bem acessíveis, mas a casa em si não nos agradou. Outro ponto negativo era o terreno: seis metros para frente e dois metros para trás da casa, sem nada nas laterais (afinal, eram casas "germinadas", uma parede grudada à outra). Muito ruim para quem tem criança pequena, que cresce feito bolo com fermento em dia quente, e precisa de espaço para correr e brincar. No trajeto de volta ao escritório do plantão, ele comentou que o Programa Minha Casa Minha vida permite que se compre o terreno e construa a casa, tudo incluso no financiamento da Caixa, e com os mesmos subsídios. Fizemos simulações nessa nova condição e os preços não diferenciaram muito do outro plano, então optamos por essa modalidade e durante a semana fomos, juntamente com o cara do plantão, procurar o terreno ideal para a construção do nosso canto, e este será o assunto do próximo post. Até lá, tchê!
A necessidade de um lar maior.
Desde que Angela e eu "juntamos as escovas de dente", planejávamos comprar uma boa casa, com um bom pátio, jardim, gramadão, cachorros correndo, e tudo o que um casal novo deseja. Estamos juntos há pouco mais de 5 anos, e há 4 moramos sozinhos, de aluguel. Como éramos somente nós dois, não havia a necessidade de muito espaço pois, apesar de gostarmos muito de ficar em casa, basicamente íamos até ela apenas para dormir (dormir é modo de dizer, viu?), trabalhando o dia todo - a vida de assalariado de empresa privada é assim - então algumas peças bastavam. Nesses quatro anos, nos mudamos duas vezes. Na atual morada, vivemos em uma casa com 3 peças (sala/cozinha, quarto e banheiro), o que é relativamente pequeno, porém o suficiente para nós. Era. Em junho de 2009, a cegonha nos trouxe a Isa, o que nos forçou a realizar algumas adaptações no ambiente, tornando-o ainda menor do que já era. Então foi levantada a questão: - se agora com carrinho, berço, cadeira de refeição e brinquedos já está apertado, imagina, quando a nenê gatinhar e caminhar? Aí vimos a necessidade imediata de um lar maior. Então, começamos a procurar a "casa ideal", mas isso é assunto para o próximo post. Até mais !
Apresentação.
Olá pessoal! Seguindo o exemplo de diversas pessoas da comunidade BlogSpot (inspirado basicamente no Construção Total (construcaototal.blogspot.com) da Ju Moraes), resolvi iniciar esse blog, contando a trajetória (pode-se dizer épica, rsrsrs) da aquisição do nosso lar, desde o surgimento da idéia até as novas adaptações (pois é, já pensando nos futuros ajustes, adições, incorporações, afinal de contas somos seres humanos que produzem muitas idéias, e a coisa que hoje é fundamental, amanhã pode ser somente o início de algo maior, mais incrementado...). O meu objetivo é partilhar com todos a experiência de adquirir o imóvel próprio, no nosso caso, as várias fases da compra (imobiliárias, financiamento, projetos, empreiteiras, e por aí vai...), buscando idéias e oferecendo-as também, já que essa trajetória não é tão fácil, e é bem desgastante. A motivação para prosseguir é o meu alicerce, constituído pela minha esposa Angela e a minha princesinha Isabella, que completa dez meses em abril. Bem, apresentação feita, mãos à obra! Como a Odisséia começou há mais tempo, vou postar em várias etapas os fatos ocorridos até chegar aos dias de hoje, deixando o blog, tipo assim, atualizado. Não vou citar os nomes das pessoas que cruzaram nossos caminhos, a fim de não ofender ninguém (e nem vangloriar aos que executaram um feito positivo para conosco), serão apenas o fulano da imobiliária,o ciclano da construtora, etc. Reparem que não sou nenhum Paulo Coelho, mas espero que a "essência" da coisa seja entendida. Então, até a próxima (ou o próximo, no caso, o post...engraçadinho, não?)
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